A tecnologia chegou antes das pessoas estarem prontas
%20(2).jpg)
Em um momento de inflexão tecnológica, o mercado mudou mais rápido do que os modelos tradicionais de formação conseguem acompanhar. Universidades e instituições de ensino seguem relevantes, mas já não suprem sozinhas a demanda por profissionais preparados para atuar com dados, IA e novas tecnologias no ritmo que as empresas precisam. Por isso, cresce o movimento de organizações assumirem papel mais ativo na formação em dados e IA, desenvolvendo internamente as competências críticas para sustentar crescimento e competitividade.
A tecnologia chegou antes das pessoas estarem prontas para operá-la. A adoção de IA nas empresas avança rapidamente, muitas vezes em testes, pilotos ou iniciativas isoladas, sem equipes preparadas para transformar experimentação em resultado concreto. Quando a capacitação em inteligência artificial fica para depois, aumentam custos, desperdícios e projetos sem retorno claro.
De acordo com o World Economic Forum, quase metade das habilidades exigidas no mercado deve mudar até 2027, e 59% da força de trabalho global precisará de requalificação até 2030. Ao mesmo tempo, grande parte dos profissionais já utiliza ferramentas de IA no dia a dia, mas apenas uma parcela recebeu treinamento corporativo em IA ou desenvolvimento estruturado para aplicar essas soluções com impacto real no negócio.
Nesse cenário, equipes se formam, entregam resultados iniciais e muitas vezes mudam antes que conhecimento, contexto e ritmo de execução amadureçam plenamente. O ciclo de recomeços consome energia, reduz consistência e limita a evolução das iniciativas. Por isso, temas como formação de talentos em dados, retenção de conhecimento e desenvolvimento de equipes de dados passam a ocupar espaço central na agenda das empresas que buscam escala e continuidade.
Uma mudança em curso: quando o mercado passa a formar
As empresas sempre tiveram papel relevante no desenvolvimento profissional das pessoas. O que muda agora é a escala e a intenção desse movimento. Em vez de apenas qualificar equipes internas, muitas organizações passam a criar escolas corporativas, academias próprias, parcerias educacionais e programas estruturados de formação corporativa em dados e tecnologia para preparar talentos alinhados às novas demandas do mercado.
Esse avanço revela a dimensão do gap atual. Em vez de esperar que os modelos tradicionais acompanhem a velocidade das mudanças, empresas passam a construir diretamente as competências de que precisam em dados, IA e transformação digital. Em muitos casos, isso se tornou mais eficiente do que depender exclusivamente da oferta externa de profissionais especializados.
Não se trata apenas de capacitar quem já está dentro de casa. Cada vez mais, organizações também investem na formação de novos profissionais, ampliando a oferta de talento disponível e aproximando aprendizado das demandas reais do negócio. Esse movimento fortalece iniciativas ligadas à formação de talentos em dados, acelera a entrada de novos perfis no mercado e reduz gargalos históricos de contratação. Na PowerOfData, esse movimento já se reflete na prática: hoje, mais de metade do time foi desenvolvida pela PoD Academy, conectando formação técnica e capacidade real de entrega.
Os dados reforçam essa pressão. Levantamentos da McKinsey indicam que entre 70% e 80% das empresas apontam a falta de talentos em dados e tecnologia como um dos principais obstáculos à execução de suas estratégias, enquanto 77% afirmam não possuir competências suficientes para operar áreas críticas ligadas a dados e IA.
O efeito é direto: quem precisa executar deixa de esperar que a formação venha de fora e passa a participar ativamente da construção dessa capacidade.
Se você quer entender como estruturar essa capacidade de forma integrada na sua operação, preencha o formulário para um diagnóstico rápido.
Quem precisa de talento parou de esperar
O avanço desse movimento já pode ser visto em decisões concretas. Organizações que dependem de tecnologia passaram a entender que disputar os mesmos profissionais escassos não resolve, por si só, um problema estrutural. A crescente escassez de profissionais de dados e especialistas em IA exige respostas mais consistentes do que apenas competir por talentos já prontos no mercado.
Por isso, algumas empresas ampliaram seu papel na formação de talentos. O ecossistema BTG Pactual participou da criação do Inteli, voltado ao desenvolvimento de lideranças em tecnologia.

Grandes grupos financeiros também fortalecem parcerias com universidades e centros de excelência para aproximar ensino e mercado. Na mesma direção, a PowerOfData estruturou a PoD Academy com foco em formação aplicada para desafios reais de negócio.
Na prática, essa resposta combina quatro frentes:
- Requalificação de equipes já existentes
- Programas próprios conectados à operação
- Formação de novos profissionais para o mercado
- Aprendizado contínuo integrado à entrega
Esse modelo reforça uma tendência relevante: empresas que desejam crescer com consistência passaram a investir em treinamento empresarial em dados, desenvolvimento interno e construção contínua de capacidade técnica. Para muitas organizações, participar diretamente da construção dessa capacidade passou a ser mais eficiente do que depender apenas da oferta limitada de talentos disponíveis.
O impacto vai além da contratação. Reduz-se o tempo entre desenvolvimento e resultado, aumenta-se a aderência ao negócio e amplia-se a disponibilidade de profissionais preparados para novas demandas.
Do global ao local: como esse movimento já se materializa
Em escala global, a aproximação entre formação e aplicação já deixou de ser tendência e começa a ganhar forma concreta.
Na China, por exemplo, cresce o alinhamento entre pesquisa acadêmica e necessidades da indústria. O incentivo é para que o conhecimento produzido esteja mais próximo de aplicações práticas, reduzindo o tempo entre aprendizado, inovação e impacto econômico. A lógica responde a um ambiente em que a evolução tecnológica acontece em ciclos cada vez mais curtos.
No setor privado, esse avanço aparece de forma ainda mais direta. Empresas estruturam:
- Academias internas
- Programas próprios de desenvolvimento
- Parcerias com universidades e centros de pesquisa
Elas passam a assumir um papel ativo na formação de profissionais com competências aderentes às novas demandas do mercado.
No Brasil, essa tendência também ganha força em iniciativas como a do BTG Pactual, que estruturou uma frente própria de ensino voltada à formação em tecnologia. É um sinal claro de que temas como desenvolvimento de liderança em dados, qualificação técnica e formação contínua ganham espaço crescente na agenda corporativa.
A PowerOfData e PoD Academy chegaram à mesma conclusão por outro caminho: desenvolver e formar talentos, unindo competência técnica, conhecimento de negócio, aplicação prática (através de hackathons e projetos reais) e construção de portfólio. Esta parceria tem sido responsável também por alocar profissionais especializados em clientes, proporcionando benefícios mútuos, tanto para o profissional, quanto para as empresas contratantes.
.jpg)
O padrão é o mesmo em qualquer geografia: diante da velocidade das mudanças, quem precisa de capacidade parou de esperar e passou a construí-la.
Segundo Tâmara Jardim, CEO da PoD Academy,
“Formar talentos em dados exige mais do que conhecimento técnico, é preciso compreender o impacto das decisões e criar profissionais capazes de pensar o dado como ativo de negócio.”
A formação como base da entrega
Esse movimento ganha relevância quando deixa de ser apenas conceito e passa a se materializar em estruturas capazes de conectar formação, pesquisa e execução dentro do mesmo ciclo.
Na PowerOfData, essa lógica se materializa em diferentes frentes. Somada ao trabalho já realizado na formação aplicada por meio da PoD Academy, a empresa também mantém iniciativas com instituições como o ITA, em projetos voltados ao avanço tecnológico e à aplicação de conhecimento de alta complexidade em desafios reais de mercado.
Essa agenda se estende ao fortalecimento contínuo de capacidades estratégicas. A atuação junto à FAPEMIG reforça a busca por incentivos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento, contribuindo para a criação de novas tecnologias e para a expansão da capacidade de inovação no longo prazo. Esse tipo de estrutura amplia a competitividade e sustenta uma estratégia de dados corporativa mais robusta.
Esse direcionamento também se reflete na própria liderança técnica da empresa. O CTO e cofundador da PowerOfData vem aprofundando sua especialização acadêmica em computação quântica, em um movimento que reforça a busca contínua por estar na vanguarda tecnológica e antecipar necessidades que devem ganhar relevância nos próximos ciclos do mercado.
Um modelo voltado à evolução
À medida que o uso de dados e IA avança, cresce a necessidade de desenvolver essa capacidade de forma contínua.
Modelos que conectam aprendizado e execução deixam de ser alternativa e passam a responder de forma mais natural a esse contexto. Ao integrar formação, entrega e evolução, organizações criam ciclos sustentáveis em que cada projeto gera resultado e fortalece a base para os próximos desafios.
O movimento ainda está em construção, mas uma tendência já se torna clara: em um cenário onde tecnologia, mercado e necessidades mudam continuamente, separar aprendizado de execução tende a ser cada vez menos viável.
Nesse ambiente, desenvolver talento dentro da própria operação pode deixar de ser diferencial e passar a ser requisito para sustentar crescimento e geração de valor no longo prazo.
Mais do que preencher lacunas imediatas, esse modelo fortalece a capacidade interna de adaptação e prepara a organização para desafios futuros. Em mercados cada vez mais dinâmicos, aprender enquanto se executa passa a ser uma vantagem estrutural.
PowerOfData e PoD Academy atuam de forma integrada para sustentar essa evolução, conectando formação, execução e impacto de negócio.

